“Nem tudo tem de ficar entre 4 paredes”: ciberfeminismo e violência doméstica em tempos de pandemia

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Palavras-chave:

Ciberfeminismo, Ciberativismo, Violência Doméstica, Covid-19, Estudos Feministas dos Media

Resumo

O ciberfeminismo garante um novo ciclo político de oportunidades inovadoras impulsionadas pela construção de laços entre mulheres a partir da apropriação das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Esse ativismo feminista vem questionar as desigualdades de género ainda implícitas às mulheres. No contexto da covid-19, onde o confinamento impede a vivência em sociedade, a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou para o provável aumento dos índices de violência doméstica, sugerindo que os governos endurecessem as medidas de confronto. Nesse sentido, a violência doméstica, que é a forma mais frequente de violência sobre as mulheres, sobretudo no âmbito de intimidade (APAV, 2010), torna-se uma das principais preocupações. Sendo as TICs o único contacto com o mundo externo, este estudo procurou discutir a necessidade do ciberfeminismo articular as comunidades específicas de assistência e apoio às mulheres com foco na violência doméstica durante a pandemia. A partir da Análise Crítica do Discurso (ACD), de Fairclough (2001), à campanha “Nem tudo tem de ficar entre 4 paredes”, desenvolvida por associações portuguesas que fomentam o feminismo nas plataformas do Facebook e Instagram, percebeu-se que o ciberfeminismo atua como influenciador de mobilizações sociais na conjuntura de uma rede social feminista em busca de uma mudança política emblemática.

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Publicado

2021-06-30

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Artigos